Guareí, Quinta-feira, 9 de Setembro de 2010
Palavra-Chave:

Escola de Angatuba ficou em primeiro lugar entre as estaduais de SP

Terça-feira, 27 de Julho de 2010

 A escola de Angatuba, Orestes Oris de Albuquerque, ficou em primeiro lugar entre as estaduais de São Paulo. O segredo do resultado está na velha e insubstituível boa aula dos professores, explica a diretora da unidade Marta Antunes de Oliveira. “O grande segredo é o trabalho dos professores”, acrescenta a diretora da unidade de Angatuba que conquistou 603,32 pontos nas provas do Enem de 2009.

São três turmas no período diurno, com média de 35 alunos em cada sala de aula. “É uma escola pequena. Nós conhecemos todos os alunos. Apostamos no diálogo.”. A diretora disse que perguntam na rua se há alguma mágica e ela responde que possui uma equipe de professores estabelecida comprometida com o ensino.

“A geração (de hoje) é da informação instantânea. Mas informação não é conhecimento. Nós temos professores que olham o aluno e convence o que é ensinar.” O uso de tecnologia está restrito a apenas um equipamento de data show. Os computadores da sala de informática não têm acesso à internet faz algum tempo. “As novas tecnologias não podem ser descartadas, mas uma boa aula de leitura ou de matemática é fundamental.”

No Saresp, a escola foi a primeira entre as escolas da Diretoria de Ensino de Itapetininga e ficou entre as 100 melhores do Estado de São Paulo. “O primeiro lugar surpreende. Mas nós temos apresentado uma evolução (nos exames).” Segundo a diretora, o resultado no Enem cria um futuro de melhores possibilidades aos estudantes, na maioria de baixa renda. “Conseguimos oferecer um ensino de qualidade para pessoas simples que conquistam bolsas de estudos em faculdades. Nós estamos modificando a vida desses alunos.”

A supervisora das escolas de Angatuba, Silvana Matelli, explicou que a escola é favorecida por uma equipe de professores exigentes que estão juntos há muito tempo. “Os recursos humanos fazem a diferença”, sentencia. Os alunos são despertados a aprender pelos professores. Mas a direção da escola não abre mão de cobrar participação dos pais na educação dos filhos. “Os pais são cobrados”, reforça.

Ela aconselha as escolas que buscam melhorar o resultado que trabalhem de forma simples. “Faça o arroz com feijão. Seja simples e direto que você irá colher resultados”, afirma Silvana, pelo telefone ao Jornal Correio de Itapetininga. Em sua avaliação, os professores e direção devem criar laços com a escola e o aluno. “Não tem que ficar rodando professores e diretores pelas escolas. Tem que ser fixos”, completa.

 


Fonte: Correio de Itapetininga


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