Guareí, Domingo, 5 de Setembro de 2010
Palavra-Chave:

Gralha Azul construirá mais duas fábricas em Tatuí

Terça-feira, 13 de Julho de 2010

Tatuí receberá, nos próximos dois anos, mais duas fábricas construídas pelo grupo que administra a Gralha Azul Indústria e Comércio de Estofados. Segundo adiantou o diretor comercial Rogério Lopes, os proprietários pretendem construir no município uma indústria voltada para a fabricação de espumas e outra, para colchões. O investimento será de R$ 2 milhões.

Segundo o diretor, as novas fábricas já estavam previstas nos planos do grupo quando da vinda para Tatuí. “O projeto da empresa é de, quando a primeira fábrica estiver estabilizada, no seu porte máximo de produção, nós iniciarmos a construção das outras duas”, adiantou Lopes. As unidades devem ser erguidas numa área de 50 mil metros quadrados. “Elas não ficarão no mesmo complexo que a fábrica de estofados”, comentou o diretor. Embora a edificação só tenha início em 2012, o grupo já começou a procura por novas áreas.

A Gralha Azul instalou-se em Tatuí para atender à demanda do mercado dos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais. O processo de implantação aconteceu de maneira rápida. “Nós já tínhamos escolhido o terreno antes de entrarmos em contato com a Prefeitura”, explicou Lopes. Antes de vir para o município, a empresa havia sondado as cidades de Itu, Itapetininga e Sorocaba. “Só que a necessidade de virmos para o interior de São Paulo era imediata, por isso escolhemos Tatuí, onde encontramos um prédio que se ajustava às nossas necessidades, com poucos reparos a fazer”, contou.

A fábrica tatuiana vai permitir ao grupo, composto pelas empresas Matielo, Braslusa e Belaflex, atender à demanda de seus maiores parceiros: Casas Bahia, Magazine Luíza, Ponto Frio e Lojas Marabrás. A aposta é de diminuir os custos de transporte. Apesar de Tatuí não oferecer mão-de-obra qualificada, Lopes disse que outros benefícios, como o curso de tapeceiro promovido pela Prefeitura em parceria com o Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial), compensam os riscos.

A contribuição do poder público, no caso da Prefeitura, também foi ponto decisivo para que o grupo escolhesse a cidade. “Tudo isso se fez necessário porque estamos em um lugar onde somos estranhos, mas o prefeito (Luiz Gonzaga Vieira de Camargo) nos incentivou muito, assim como seus secretários”, disse o diretor.

Além do apoio do Executivo, outros dois empresários tiveram papel fundamental na vinda da empresa. Lopes fez questão de destacar, no evento de lançamento do curso de tapeceiro – na noite de segunda-feira, 5 -, o empenho de Alexandre Grandino Teles e Paulo Pimentel. “Eles foram a pedra fundamental de tudo isso”, enfatizou o diretor comercial.

A fábrica de estofados, quando completa (está em processo de montagem), vai empregar cerca de mil funcionários. Destes, 890 diretos e os demais, indiretos. A unidade já funciona parcialmente, somente com o departamento de assistência técnica, contando com cem empregados. Lopes estima que a segunda divisão da fábrica, a de estofados, comece a operar em 60 dias. Com isso, o grupo espera dobrar sua capacidade de produção e triplicar o número de postos de trabalho. “Necessitamos de 300 pessoas na linha de produção, entre tapeceiros e montadores, para a indústria nova rodar”.

O primeiro grupo de funcionários virá do curso estabelecido por meio de parceira entre a empresa, o Senai e a Prefeitura. “Esse pessoal vai se privilegiar de um plano de carreira”, adiantou o diretor comercial. Conforme ele, os formandos terão garantia de contratação. “Além de um salário definido, eles terão comissão, que, aos poucos, vão sendo repassadas pela nossa equipe”, afirmou.

Para Lopes, o grupo de alunos do curso promovido pelo Senai é privilegiado. “Muitas pessoas gostariam de estar no lugar deles, porque eles, se tiverem comprometimento, terão a contratação imediata garantida”, comprometeu-se o diretor. Conforme ele, os primeiros funcionários terão a chance de chefiar os demais, que concluírem na sequência a capacitação de 2 meses em 160 horas de duração.

A empresa pretende capacitar 1.200 pessoas, para atuar nas suas divisões de assistência técnica e na fabricação de estofados. “Vamos precisar do maior número possível de empregados, porque concentraremos toda a nossa assistência em Tatuí”, disse. No momento, a Gralha Azul “importa” mão-de-obra para funcionar – a empresa está operando no município há cerca de 90 dias. “O nosso interesse mesmo é de oferecer vagas para a população de Tatuí. Queremos crescer junto com a cidade, porque acredito nos tatuianos”, afirmou Lopes.

O recrutamento de mão-de-obra, conforme ele, tem se revelado uma tarefa muito mais difícil do que a empresa havia projetado. “Nós sabíamos que seria difícil, mas está se tornando um pouco mais. Mas a vida do homem empreendedor é essa. As dificuldades chegam, mas, com apoio, vamos superá-las”.

 


Fonte: Diário de Tatuí


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